A casa terapêutica Resolutions Living, onde o modelo Presley Gerber faleceu, não apresentou irregularidades segundo a investigação realizada pelo Departamento de Serviços de Saúde da Califórnia (DHCS). Presley, filho da supermodelo Cindy Crawford, morreu no dia 20 de setembro, um dia após ser admitido na instituição, localizada em Santa Mônica.
A investigação foi desencadeada após uma denúncia formal, feita por um defensor de reformas no setor, que questionava se a casa estava operando além do escopo legal permitido e se aceitava pacientes com necessidades de cuidados mais elevados do que poderia oferecer. A alegação indicava que Presley não parecia sóbrio ao entrar na instituição, levantando preocupações sobre sua admissão e o nível de assistência oferecido.
O DHCS informou que, após análise, não foi identificada nenhuma atividade que configurasse tratamento para transtorno por uso de substâncias sem a devida licença. “Portanto, não foram constatadas violações, e o caso foi encerrado”, declarou um porta-voz do departamento.
Além disso, foi esclarecido que a Resolutions Living não é classificada como uma instalação licenciada para tratamento de dependência química, funcionando mais como um ambiente de convivência para pessoas em recuperação. Embora não tenha autorização para prestar serviços de tratamento, a instituição pode estar sujeita a exigências locais de licenciamento e regulamentação.
Presley Gerber, que falava abertamente sobre suas lutas com dependência e saúde mental, estava na casa terapêutica na busca por apoio. Fontes afirmaram que a suspeita é de que ele tenha sofrido uma overdose, tendo recebido cetamina de um médico, mesmo após relatar problemas com a substância. Após sua morte, cerca de quatro funcionários pediram demissão, e residentes começaram a deixar o local.
Esse não foi o primeiro incidente grave na Resolutions Living; há sete meses, outra paciente foi reanimada após uma overdose. O caso de Presley Gerber trouxe à tona a discussão sobre as práticas de casas terapêuticas e a necessidade de regulamentação mais rigorosa para proteger os pacientes.



