Na última quinta-feira (22/10), Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, revelou que a influenciadora soube pela televisão que sua filha, Valentina, de 10 anos, estava hospitalizada. Em um desabafo nas redes sociais após visitar Deolane, que está presa preventivamente desde maio, Daniele expressou a angústia da irmã ao não poder acompanhar a filha neste momento difícil.
“Hoje eu estive com a Deolane mais uma vez. Mais uma vez eu saio de lá com meu coração dilacerado. Eu já perdi 9 quilos nessa luta porque é difícil. Descer e subir aquela rampa praticamente todos os dias só com notícias ruins”, contou Daniele, evidenciando o sofrimento da família.
Ela afirmou que Deolane já tinha conhecimento do estado de saúde da filha pela televisão, o que intensificou a dor da situação. “E é desesperador, sabe? Ver quem a gente ama sofrer. Sem sequer ter a possibilidade de estar ao lado da filha”, lamentou.
Críticas à prisão de Deolane
No mesmo desabafo, Daniele criticou a manutenção da prisão preventiva de Deolane, questionando a recusa dos pedidos de liberdade formulados pela defesa. “Eu me pergunto todos os dias por que é tão difícil. Por que os direitos para a Deolane não são respeitados? Por que para ela ninguém quer ser a pedra fundamental?”, indagou.
Além disso, ela questionou a negativa do pedido de prisão domiciliar, considerando que Deolane é mãe de uma criança menor de 12 anos. “E a Deolane, que é mãe de uma filha menor, é sempre classificada como excepcional. Não é excepcional. Excepcional por quê? Qual é a excepcionalidade no caso da Deolane?”, enfatizou.
Contexto da prisão
Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio durante a Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em benefício de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora nega qualquer envolvimento nas irregularidades.
Na quarta-feira (21/10), o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou dois habeas corpus apresentados pela defesa de Deolane. Um dos pedidos buscava a revogação da prisão preventiva ou a sua substituição por medidas cautelares, como a prisão domiciliar, enquanto o outro solicitava a transferência da influenciadora para uma Sala de Estado-Maior. O ministro considerou a via processual inadequada e não identificou ilegalidade que justificasse a concessão dos pedidos, mantendo a situação prisional da influenciadora inalterada.



