A defesa da delegada Maria Aparecida Rezende Corsato apresentou esclarecimentos sobre a origem dos valores milionários encontrados no interior de um puff na residência de sua irmã, localizada em Santo André, na Grande São Paulo. A quantia, que inicialmente foi estimada em mais de R$ 1,2 milhão, além de cédulas em dólares e euros, pode totalizar cerca de R$ 2 milhões, segundo informações do advogado da policial civil.
“Não sei a quantia exata. É um milhão e pouquinho de reais, 100 mil dólares e 100 e poucos mil euros. Vai dar no total quase R$ 2 milhões”, declarou o advogado, enfatizando que os recursos pertencem ao patrimônio familiar.
Segundo a defesa, o dinheiro encontrado não tem origem criminosa. “O valor não era dela. O valor foi deixado por uma tia. A tia faleceu e, ao desmontar o apartamento da tia, encontraram esse dinheiro. Esse dinheiro era da família”, explicou o representante legal, acrescentando que a irmã da delegada também sabia da existência das cédulas e seria beneficiada na divisão.
A localização do dinheiro pelas autoridades ocorreu após um desentendimento familiar entre Maria Corsato e sua irmã. “A própria irmã sabia que o valor estava lá dentro do móvel. O problema é que a irmã brigou com a delegada na semana passada, e num momento de raiva resolveu chamar a polícia. Virou uma bagunça, abriu uma caixa de Pandora”, relatou o advogado, classificando o episódio como “uma briga familiar que deu bobagem”.
Ele ainda ressaltou que a posse de dinheiro em espécie não configura conduta criminosa. “Encontrar dinheiro na casa das pessoas não é crime. A posse do dinheiro na casa da pessoa não enseja uma prisão em flagrante, porque possuir dinheiro não é crime, nem mesmo dinheiro não declarado. No máximo é ilícito tributário”, concluiu, garantindo que prestará as informações necessárias à Corregedoria da Polícia Civil para comprovar a origem lícita do patrimônio.



