A equipe de defesa da delegada Maria Corsato se manifestou para rebater as especulações de que ela estaria se escondendo das autoridades após a apreensão de cédulas de dinheiro em um puff em sua residência, em Santo André. A declaração dos advogados ocorreu após a Corregedoria da Polícia Civil não conseguir localizá-la em sua casa no último sábado.
O advogado de Corsato afirmou: “O fato de ela não ter sido encontrada na casa dela no sábado não significa que a delegada está foragida. Ponto. Ela não está se ocultando, está em local certo e sabido, está na residência dela. Ela dormiu na residência dela de ontem para hoje. Então, só não a encontraram”.
A defesa também esclareceu o conteúdo do boletim de ocorrência, onde a irmã da delegada mencionou que o puff teria sido deixado no local por medo de uma ação policial. Segundo o advogado, a referência a uma possível busca e apreensão foi feita em tom de ironia durante a campanha eleitoral de 2026, quando Maria Corsato concorria a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. “Isso é bobagem. A Corsato, quando foi candidata a deputada estadual, postou muitas coisas contra o Alexandre de Moraes e essa turma aí. Em tom de brincadeira, falou para a irmã: ‘Ah, você tem que tomar cuidado que pode ser que eu seja vítima de busca e apreensão’. Foi um comentário jocoso. Ela não estava sendo investigada e não corria esse risco”, explicou.
Com os procedimentos instaurados pela Corregedoria para averiguar o caso, o advogado informou que solicitará acesso integral aos autos antes do depoimento de sua cliente. “Eu, como advogado, tenho a obrigação de ajudar a apuração e pedir cópia do que tem no inquérito. Aí eu peço cópia e levo a Dra. Corsato para ser ouvida”, concluiu a defesa, reforçando o interesse da delegada em colaborar com as investigações para preservar sua carreira de mais de 30 anos na Polícia Civil.



