Chico Buarque, aos 82 anos, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, após receber ameaças de morte pela internet nesta segunda-feira (28). A situação se agravou quando um internauta comentou em uma postagem de um jornal de São Paulo expressando desejo de morte ao cantor: “Adoraria abreviar a vida deste desgraçado!”, dizia a mensagem, que foi posteriormente removida.
Conforme informações da coluna de Lucas Pasin, no Metrópoles, a defesa do artista decidiu solicitar a abertura de um inquérito para identificar e responsabilizar o autor da ameaça. O suspeito, que foi apontado como um médico de Minas Gerais, ainda não teve sua identidade revelada. Caso sua profissão seja confirmada, a defesa pretende levar o caso ao Conselho Regional de Medicina.
Em nota, os advogados de Chico Buarque afirmaram: “Após a polícia confirmar oficialmente a identidade do autor da ameaça e, consequentemente, sua condição de médico, a defesa adotará as medidas cabíveis também perante o Conselho Regional de Medicina, para que o órgão competente avalie a conduta atribuída ao profissional.”
Os representantes do cantor ressaltaram que essa não é a primeira vez que ele recebe ameaças desse tipo. Segundo eles, ataques virtuais contra Chico Buarque têm sido recorrentes, especialmente em função de suas posições políticas: “Não se trata de um episódio isolado. Há muitos anos, Chico Buarque é alvo de ataques na internet, especialmente relacionados às suas posições políticas. Esta também não é a primeira vez que ele recebe ameaças por meios digitais”, disseram.
A defesa também destacou a diferença entre críticas e ameaças, afirmando que, enquanto manifestações de discordância são parte do debate público e legítimas, ameaças não podem ser normalizadas: “Críticas e manifestações de discordância fazem parte do debate público e são legítimas. O que não pode ser tratado como normal é quando essa discordância ultrapassa os limites da manifestação de opinião e se transforma em ameaça. É justamente essa diferença que precisa ser observada neste caso”, finalizaram.



