A disputa entre Vasco e Flamengo pelo uso do Maracanã teve um novo desdobramento na Justiça do Rio de Janeiro. Em decisão publicada na última sexta-feira, 18 de setembro, o tribunal rejeitou a contestação do Flamengo, que argumentava que a realização de um jogo entre Vasco e Palmeiras poderia ter causado danos ao gramado do estádio.
O Flamengo apresentou um relatório de uma empresa especializada, alegando que o campo estaria “repleto de buracos” após a partida. No entanto, a Justiça considerou que o documento não comprovava a existência de danos efetivos. Segundo a decisão, o laudo apresentado pelo Flamengo era baseado em suposições e não em evidências concretas. “O laudo, àquela época, era meramente hipotético… revelando tratar-se de prognósticos acerca de possíveis consequências futuras, e não de constatação de danos efetivamente verificados”, consta no parecer judicial.
A Justiça também desconsiderou outras provas apresentadas pelo Flamengo, como imagens e reportagens, por terem sido apresentadas fora do prazo adequado. “Elas deveriam ter sido oportunamente apresentadas nos autos durante a fase instrutória”, enfatizou o tribunal. Essa decisão mantém o entendimento favorável ao Vasco, que busca o direito de utilizar o Maracanã desde 2023.
Vasco contesta relatório do Flamengo
No processo, o Vasco já havia contestado a tentativa do Flamengo de vincular os danos do gramado ao jogo contra o Palmeiras, lembrando que, em abril de 2023, Flamengo e Fluminense também realizaram diversas partidas no estádio. O clube argumentou que “os danos no gramado não são oriundos de Vasco x Palmeiras, principalmente em um contexto de ser fato público e notório até os dias atuais questionamentos acerca da qualidade do gramado do Maracanã”.
Advogado analisa a decisão
O advogado Anderson Real, que acompanha o caso, explicou que a discussão central diz respeito ao direito do Vasco de utilizar o Maracanã, sendo a questão do gramado um aspecto secundário. “Importante pontuar que o pedido do Vasco para jogar no Maracanã é associado às questões de segurança do estádio, face a capacidade de espectadores”, afirmou Real, acrescentando que a decisão judicial provisória deve ser confirmada no julgamento final.
Próximos passos e semifinal da Copa Sul-Americana
Esse novo capítulo judicial acontece em um momento crucial, já que o Vasco aguarda a definição sobre onde será realizado o jogo de volta contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O Vasco deseja realizar a partida no Maracanã, visto que o seu estádio, São Januário, não atende à exigência de capacidade da Conmebol, que é superior a 30 mil espectadores. A definição sobre o local do confronto deve ser anunciada nesta segunda-feira, 21 de setembro.



