O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, no último sábado (10), que a Meta, responsável pelas plataformas Facebook e Instagram, apresente esclarecimentos sobre denúncias feitas pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As alegações envolvem possíveis irregularidades que teriam prejudicado a visibilidade dos conteúdos do presidente durante a disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL).
O ministro Marco Aurélio Bellizze estabeleceu um prazo de 48 horas para a Meta fornecer informações sobre as alegações. A empresa, por sua vez, negou as acusações e afirmou que os problemas relatados não afetaram apenas a candidatura petista. Em comunicado, a Meta considerou as denúncias como falsas e garantiu que cumpre rigorosamente a legislação eleitoral brasileira, mantendo critérios iguais para todos os candidatos.
Entre as questões levantadas pela campanha de Lula, destaca-se a dificuldade em impulsionar postagens no Instagram entre a sexta-feira (9) e a manhã de sábado. Além disso, a suspensão da conta de anúncios de Lula em setembro e mudanças no alcance de suas postagens foram citadas como indícios de interferência.
Outra preocupação expressa pela coligação de Lula diz respeito a uma rede de 255 perfis no Instagram, que, segundo um levantamento do projeto VigIA da Agência Lupa, utilizaria Inteligência Artificial para disseminar ataques contra Lula, o PT e a primeira-dama Janja da Silva. Essas contas teriam alcançado aproximadamente 58 milhões de visualizações em um mês. Um relatório interno do PT também indicou que o perfil de Flávio Bolsonaro apresentava um engajamento médio 2,96 vezes superior ao de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores.
Em resposta às denúncias, o TSE solicitou que a Meta preserve registros de moderação, anúncios e métricas, além de detalhar eventuais restrições aplicadas às contas mencionadas desde 16 de agosto. A empresa deverá explicar inconsistências na contagem de visualizações, justificar a desativação da conta publicitária de Lula e informar quais medidas foram tomadas em relação aos perfis suspeitos. Além disso, será necessário demonstrar como aplica suas regras eleitorais aos conteúdos dos dois candidatos.



