No segundo turno das eleições de 2026, a taxa de abstenção caiu para 19,21%, uma redução de quase dois pontos percentuais em relação ao primeiro turno, que registrou 21,08%. Esse aumento no comparecimento às urnas, que envolveu quase três milhões de eleitores que não participaram do primeiro turno, pode ter sido crucial para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 128 milhões de brasileiros exerceram seu direito ao voto na votação decisiva, representando 80,79% do total de eleitores. A taxa de abstenção, que historicamente tende a aumentar do primeiro para o segundo turno, teve uma exceção significativa em 2022, quando a queda foi de 20,95% para 20,58%.
A campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) mobilizou esforços para incentivar a participação dos eleitores que não haviam votado anteriormente, promovendo iniciativas para levar familiares, especialmente os mais velhos, às urnas. Essa estratégia parece ter surtido efeito, contribuindo para um resultado favorável ao presidente Lula, que foi reeleito no pleito.
Além disso, o primeiro turno das eleições de 2026 teve uma abstenção de 33.469.244 eleitores, enquanto 125.275.835 pessoas compareceram para votar, confirmando a eficácia das mobilizações em favor do voto.



