O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) foi flagrado com o celular durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4) em Araxá, Minas Gerais. O uso de aparelhos eletrônicos na cabina de votação é proibido pela Justiça Eleitoral para garantir o sigilo do voto.
Após a votação, Zema conversou com jornalistas e justificou sua ação, afirmando que não recebeu instruções para deixar o celular com os mesários. “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali”, declarou o candidato.
O governador de Minas Gerais garantiu que a presença do celular não influenciou sua decisão na urna. “Fui votar normalmente. Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar”, disse.
Além disso, Zema negou ter registrado qualquer informação durante a votação, afirmando: “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo.” Ele acrescentou que teria entregue o aparelho se tivesse sido orientado pelos responsáveis pela seção eleitoral.
De acordo com a legislação, é proibido levar celulares ou outros dispositivos que possam comprometer o sigilo do voto, mesmo que desligados. O eleitor deve deixá-los em local indicado pela mesa receptora antes de entrar na cabina de votação.
Apesar da proibição do uso de celular, Zema revelou que levou uma cola em papel para consultar os números durante a votação, prática que é recomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente devido à complexidade do primeiro turno, em que os eleitores precisam escolher entre seis candidatos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente.
A votação de Zema ocorreu por volta das 9h na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá. A Justiça Eleitoral de Minas Gerais informou que irá apurar o caso.



