Richarlison provocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após sua ida para os Estados Unidos, em um desdobramento que se intensificou com a resposta do jogador Neymar. O atacante do Tottenham utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (27) para brincar sobre a saída de Flávio do Brasil, questionando: “Então não tem ninguém na ilha?”, acompanhando a postagem com montagens feitas por inteligência artificial que o mostravam na propriedade em questão.
Neymar, que já havia manifestado apoio a Flávio durante a campanha eleitoral, respondeu à provocação de Richarlison com a frase: “Próxima vez, lê o contrato, seu moleque”, usando emojis de risada. A troca de mensagens ocorre em meio a uma disputa judicial em que a propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, é o foco central.
Entenda a disputa pela ilha
A controvérsia gira em torno da alegação de Richarlison de que ele investiu cerca de R$ 10 milhões na compra da propriedade. Após a transação, Flávio Bolsonaro teria demonstrado interesse no imóvel, mas Richarlison se recusou a vender. A disputa judicial também envolve o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas a negociações do imóvel.
Richarlison, em suas postagens, destacou o contexto eleitoral e pediu seu dinheiro de volta, enquanto Flávio respondeu que seus advogados haviam consultado o processo e encontrado um acordo entre a empresa Sport 80, do jogador, e o ex-empresário Renato Velasco. Flávio ainda solicitou que Richarlison divulgasse uma nota afirmando que não tinha relação com a disputa, já que seu nome estava sendo utilizado de forma negativa.
Richarlison, por sua vez, alegou que foi o ex-empresário quem teria atribuído a posse da propriedade a Flávio, levando o senador a rebater: “Craque, mentira pura!” A situação se complica ainda mais com a inclusão da empresa de Willer Tomaz, que firmou um contrato de compra e venda da propriedade com a empresa M Locadora, de Santos, em abril de 2022.
A viúva de um dos sócios da M Locadora registrou um boletim de ocorrência por suspeita de estelionato, alegando que a casa já havia sido vendida anteriormente e levantando dúvidas sobre a validade de assinaturas e documentos em cartório. Tomaz, por sua vez, declarou que pagou R$ 600 mil pelo imóvel, um valor abaixo da avaliação da prefeitura de Angra dos Reis, e que também desembolsou R$ 3 milhões para quitar dívidas relacionadas à propriedade.
A disputa judicial se intensificou com uma ação apresentada pela empresa de Willer Tomaz em julho, pedindo que Richarlison não divulgasse informações sobre o caso. No entanto, em agosto, a Justiça negou a solicitação, afirmando que isso poderia restringir a liberdade de expressão.
Apesar das tentativas de esclarecer a situação, as versões sobre a compra e os acordos firmados continuam divergentes, complicando ainda mais a relação entre os envolvidos.



