O repórter Guilherme Gonçalves, da TV Record, foi agredido enquanto realizava a cobertura de um caso de feminicídio em Rifaina, no interior de São Paulo. O incidente ocorreu na segunda-feira, 2 de novembro, e foi exibido pelo programa Cidade Alerta, gerando a indignação do apresentador Reinaldo Gottino, que criticou a abordagem agressiva contra o jornalista e defendeu o trabalho da equipe.
A reportagem abordava o caso de João Roberto Bolelli, um pecuarista de 62 anos suspeito de ter assassinado sua ex-companheira, Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos. Durante as gravações, uma mulher, identificada como familiar do suspeito, se aproximou da equipe e exigiu que parassem a filmagem, alegando que não autorizava a gravação.
Guilherme Gonçalves tentou explicar que a equipe estava em uma estrada pública, fora dos limites de propriedade particular, mas a mulher não aceitou a justificativa e partiu para a agressão. “Não interessa! Isso aqui pertence à minha tia. Eu não quero, tira isso daqui”, disse ela, antes de insultar a jovem morta. O repórter tentou confrontá-la sobre suas declarações, mas a discussão não avançou.
O apresentador Reinaldo Gottino, ao comentar o episódio no programa, expressou sua indignação e ressaltou que, apesar do falecimento de João Roberto Bolelli, ele era um suspeito de feminicídio. “Ele é um assassino que estava sendo procurado. Não é porque ele morreu que virou um anjinho. Ele matou uma moça de 24 anos por quem era perdidamente apaixonado”, declarou Gottino.
Além disso, Gottino contestou a justificativa da mulher para impedir a gravação, afirmando que a equipe estava em uma via pública e não invadiu nenhuma propriedade. “Não é bem assim, do jeito que ela está falando. O repórter está na estrada, do lado de fora, e ela falou: ‘Não interessa’. Interessa, sim!”, defendeu.
O caso que levou à cobertura do repórter é alarmante: a morte de Priscila Lacerda Custódio aconteceu em 27 de outubro, quando ela devolvia uma caminhonete e um celular a João Roberto. Durante a entrega, uma discussão se seguiu e o homem teria sacado uma arma, disparando contra a jovem. Após o crime, Bolelli foi encontrado morto em sua propriedade, mas as circunstâncias de sua morte ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.
O caso continua a ser investigado, e as autoridades ainda não confirmaram se a morte de João Roberto foi acidental, uma retaliação ou suicídio. O repórter e a equipe da Record foram alvo de um ataque inaceitável enquanto buscavam informar sobre um crime tão grave.



