A recente troca de acusações entre Luana Piovani e Pedro Scooby sobre a presença de piolhos na filha do ex-casal despertou uma dúvida comum: os piolhos realmente “nascem da lêndea”? Segundo o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a resposta é sim. As lêndeas, que são os ovos do piolho, permanecem aderidas aos fios de cabelo e, após a eclosão, dão origem a insetos jovens que, com o tempo, tornam-se adultos e reiniciam o ciclo de infestação.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), os ovos de piolho levam de seis a nove dias para eclodir. Após esse período, os piolhos jovens necessitam de aproximadamente uma semana para alcançar a fase adulta.
Como ocorre a transmissão?
A pediculose, nome técnico para a infestação por piolhos, não está ligada à falta de higiene ou condições financeiras. Qualquer pessoa, independentemente da frequência com que lava os cabelos, pode ser infestada. O principal modo de transmissão é o contato próximo entre as cabeças ou cabelos de pessoas. Além disso, compartilhar objetos pessoais, como pentes, escovas, toalhas e roupas, também facilita a propagação.
Um mito comum é a ideia de que os piolhos pulam ou voam. Na verdade, eles se deslocam caminhando pelos fios de cabelo e se espalham principalmente em situações de contato próximo. Os sintomas mais frequentes incluem coceira intensa no couro cabeludo, especialmente na região da nuca e atrás das orelhas, além da presença dos próprios insetos ou das lêndeas, que aparecem como pequenos pontos esbranquiçados ou amarelados presos aos fios.
A coceira pode causar feridas e, em alguns casos, levar a infecções secundárias. O IOC recomenda que o couro cabeludo das crianças seja examinado regularmente, principalmente em situações em que há relatos de piolhos na escola ou em casa.
Tratamento e prevenção
Para o tratamento, o uso de pente fino é uma das maneiras mais simples e eficazes para remover piolhos e lêndeas, interrompendo o ciclo de infestação. O pente deve ser passado desde o couro cabeludo até as pontas dos fios. É importante ressaltar que medicamentos e produtos químicos não devem ser utilizados sem a orientação de um profissional de saúde, pois inseticidas e receitas caseiras inadequadas podem ser tóxicos e não garantem a eliminação das lêndeas.
Para prevenir a transmissão, recomenda-se evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal e manter atenção especial ao couro cabeludo, especialmente entre crianças em idade escolar.



