O humorista Paulo Vieira manifestou sua insatisfação com a condução da entrevista de Flávio Bolsonaro (PL) no “Jornal Nacional”, exibido na última sexta-feira (28). Durante a sabatina, realizada pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, Vieira apontou que faltaram intervenções dos entrevistadores nas respostas do candidato, especialmente em relação a afirmações que ele considera falsas.
Nas redes sociais, Paulo Vieira argumentou que ao entrevistar alguém que faz declarações enganosas, é fundamental interromper e corrigir imediatamente as informações erradas. “Ao entrevistar um mentiroso, se não interromper a mentira e dizer a verdade de imediato, vira desserviço. Faltaram muitas interrupções e explicações”, escreveu o humorista.
Uma das críticas de Vieira se concentrou em um momento específico da entrevista em que Flávio Bolsonaro comentou sobre o uso de recursos supostamente ligados ao escândalo do Banco Master. Segundo o humorista, a falta de uma ponderação por parte dos jornalistas após a declaração foi inaceitável. “Por exemplo, ouvir calado o cara justificar ter recebido dinheiro sujo, roubado dos aposentados, com ‘pelo menos não usei Lei Rouanet’, sem fazer nenhuma ponderação, é foda”, declarou.
A jornalista Natuza Nery, também presente na cobertura do evento, compartilhou uma avaliação crítica sobre a participação de Bolsonaro. Ela destacou que o candidato apresentou várias informações falsas ao longo da conversa, reforçando a ideia de que a entrevista não foi conduzida de maneira adequada.
“Uma entrevista que Flávio Bolsonaro enrolou demais, mentiu bastante, inclusive sobre o escândalo Master. Foram várias mentiras em série”, afirmou Natuza Nery em seu comentário.



