Uma operação policial na Flórida culminou na prisão de 281 indivíduos, entre os quais 17 eram funcionários dos parques temáticos Disney e Universal, localizados em Orlando. A ação, coordenada pelo gabinete do xerife do condado de Polk, ocorreu ao longo de sete dias e foi encerrada na sexta-feira, 30 de outubro.
O xerife Grady Judd confirmou a detenção dos trabalhadores durante uma coletiva de imprensa. “Tivemos 17 funcionários de parques temáticos presos. A Disney teve 13; a Universal teve 4”, detalhou Judd.
A investigação, que utilizou agentes disfarçados, tinha como foco principal identificar suspeitos de tráfico humano e crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes. Parte da operação incluiu policiais que se passaram por menores em conversas online, onde os investigados tentavam agendar encontros.
Durante a apresentação dos resultados, Judd destacou que 31 pessoas viajaram até o condado de Polk com a intenção de manter relações sexuais com crianças. “Senhoras e senhores: 31. Viajaram para fazer sexo com uma criança”, enfatizou o xerife.
Entre os detidos, um ex-funcionário da Disney, que atuava como intérprete do personagem Mickey Mouse, foi abordado portando mochilas com fraldas, supostamente relacionadas a um fetiche sexual. Outro colaborador da empresa foi preso após tentar marcar um encontro com um policial disfarçado de menino de 13 anos, e ainda estava com o uniforme da Disney em seu veículo.
A operação também resultou na prisão de profissionais fora dos parques. Um treinador de futebol americano infantil foi detido ao tentar se encontrar com alguém que acreditava ser uma adolescente de 14 anos, e um membro da Marinha norte-americana também estava entre os presos.
O xerife Judd ressaltou a importância das operações com agentes disfarçados, especialmente em relação a profissionais que têm contato com crianças. Ele ainda alertou os pais sobre a necessidade de supervisionar as atividades online de seus filhos e a importância de conhecer os adultos que fazem parte de suas vidas.
Em relação à colaboração das empresas, Judd informou que a Disney cooperou com a investigação e demitiu os funcionários envolvidos. “A propósito, a Disney nos disse que demitiu todas essas pessoas”, afirmou o xerife, agradecendo à empresa pela cooperação.
Além das prisões relacionadas à exploração sexual, a operação revelou outras infrações: 24 detidos estavam armados e nove cumpriam liberdade condicional. Judd também mencionou que 32 dos presos não possuíam documentação migratória regular, com 16 deles já encaminhados ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).



