O funk carioca perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas. Julyana de Souza Pontes, conhecida como Mulher Banana, foi encontrada morta em sua residência, localizada no bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 30 de setembro. A artista tinha 49 anos.
Segundo informações fornecidas pela família ao Splash UOL, Julyana foi descoberta sem vida por uma sobrinha. O atestado de óbito indica morte súbita, e a Polícia Civil já iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias da morte. O corpo da cantora foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para realização de perícia, enquanto diligências estão em andamento para esclarecer o ocorrido.
A morte de Mulher Banana provocou homenagens nas redes sociais por parte de colegas de profissão. A artista Tati Quebra Barraco expressou seu pesar: “Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida Mulher Banana nos deixou. Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil”, escreveu.
Outro artista que lamentou a perda foi MC Xuxú, que ressaltou a importância de Julyana para a comunidade LGBTQIAPN+. “Ela abriu caminhos e ocupou espaços, mesmo em uma sociedade que ainda insiste em nos marginalizar. Sua irreverência, sua ousadia e sua existência fazem parte da história do funk e da resistência travesti brasileira. Que seu nome seja lembrado, respeitado e celebrado”, declarou.
Julyana ganhou notoriedade nos anos 2000, especialmente por suas apresentações na Furacão 2000. Conhecida também como Garota X, ela se destacou com o hit “Mulher Banana”, que a fez ser reconhecida em todo o Brasil. A cantora foi uma das primeiras mulheres trans a conquistar visibilidade no funk carioca, tornando-se um símbolo de representatividade no gênero. Além de sua carreira musical, ela era conhecida por sua dedicação à proteção animal, cuidando de diversos gatos em sua casa.
Nossos sentimentos aos fãs e à família.



