A mulher de 40 anos, agredida pelo lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes em um condomínio na Tijuca, Rio de Janeiro, contou em entrevista à GloboNews como conseguiu escapar do ataque, que ocorreu na madrugada de quinta-feira, 5 de outubro. Durante a agressão, ela chegou a temer por sua vida e revelou que o suspeito demonstrava uma aversão específica a mulheres.
De acordo com a vítima, Lucas atacou sem motivo aparente. “O problema dele é com mulher”, afirmou, ressaltando que ele a agrediu sem questionar. Ela relatou que quase desmaiou após ser imobilizada em um golpe conhecido como mata-leão, mas conseguiu reagir e clamar por ajuda. “Pensei: ‘Meu Deus, será que eu vou morrer?'”, disse a mulher, que também mencionou a necessidade de uma possível cirurgia no rosto devido aos ferimentos.
A violência começou quando Lucas invadiu o apartamento de uma mulher de 81 anos, localizada no terceiro andar do edifício, e a agrediu. O ataque chamou a atenção da vizinha, que desceu para ajudar e acabou sendo atacada. “Quando cheguei lá, ele me viu e já partiu para a agressão”, recordou.
Durante as agressões, Lucas fez ameaças, gritando que iria matá-la e exigindo que ela permanecesse ajoelhada. Segundo o delegado Álvaro Gomes, o lutador responde por tentativa de feminicídio. “Ele só gritava: ‘Já que ninguém me ajuda, eu vou matar todo mundo'”, informou Gomes.
Além das dores físicas, a mulher afirmou que está emocionalmente abalada e com medo de permanecer no mesmo condomínio que o agressor. “Estou assustada, com medo de ficar aqui, porque não sei se ele volta. Espero que seja feita justiça e que ele permaneça na cadeia”, desabafou.
A investigação sobre a motivação do ataque ainda está em andamento. A mãe do suspeito relatou que ele não se lembrava dos acontecimentos e que fazia uso de substâncias anabolizantes, o que pode ter influenciado seu comportamento. O caso gerou preocupação e indignação entre os moradores do condomínio e a comunidade local.
Lucas Portela Fontana Gomes permanece preso enquanto as autoridades continuam a apurar os detalhes da agressão e suas possíveis motivações.


