O cargo de rainha de bateria da Unidos da Tijuca, atualmente sob a presidência de Fernando Horta, está se tornando menos atrativo. O empresário, conhecido por sua frugalidade, mantém o preço de R$ 500 mil para a posição, mas o consenso entre as famosas é que esse valor já não compensa.
Desvalorização do cargo
Nos últimos anos, a função de rainha de bateria perdeu valor no cenário do Carnaval. O tempo de exposição na mídia não é mais o mesmo, e as famosas, que antes dependiam de suas aparições nos desfiles, agora conseguem faturar mais através das redes sociais. Uma musa não identificada ressaltou: “Não vale mais a pena gastar meio milhão para ser rainha. É um custo muito alto, especialmente considerando a quantidade de ensaios”.
O novo cenário do Carnaval
Antes, ser rainha de bateria garantia fama, mas atualmente essa certeza não existe mais. O retorno sobre o investimento está diminuindo, e os custos com apresentações aumentaram. As mudanças no Carnaval refletem uma nova realidade, onde o glamour do passado não se traduz mais em prestígio e oportunidades.
A posição de Fernando Horta
Fernando Horta, além de presidir a Unidos da Tijuca, é proprietário de uma loja de vidros no Rio e de vinícolas em Portugal. Para ele, é crucial ajustar o valor do cargo às novas demandas do mercado. A Tijuca é a única escola de samba do Rio que cobra pelo cargo de rainha de bateria, em parte porque não recebe recursos de atividades ilegais, como o jogo do bicho.
Com as mudanças no perfil das rainhas de bateria e as novas dinâmicas do Carnaval, é evidente que o investimento de meio milhão precisa ser reavaliado, tanto por Horta quanto por potenciais candidatas ao cargo.



