O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se a favor da desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) em relação ao recurso que busca reverter o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. A decisão sobre este caso cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, se o pedido for aceito, poderá alterar o resultado da eleição, permitindo que Douglas Ruas (PL) seja declarado governador eleito já no primeiro turno.
Garotinho recebeu 274.411 votos, o que representa 3,17% dos votos válidos. Com o indeferimento de sua candidatura, esses votos podem ser desconsiderados na contagem final. Caso isso ocorra, Ruas superaria a marca de 50% dos votos necessários para vencer sem a necessidade de um segundo turno.
A manifestação do MPE foi assinada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, que solicitou ao TSE a homologação da desistência de Garotinho. Como alternativa, caso o pedido não seja aceito, o MPE também defende que o recurso seja rejeitado, mantendo assim o indeferimento da candidatura.
A discussão gira em torno do entendimento do TSE, que geralmente considera inviável a desistência de um recurso após a realização da eleição, uma vez que isso pode interferir no resultado. No entanto, Espinosa argumenta que este caso pode ser tratado como uma exceção, já que tanto a desistência quanto a rejeição do recurso resultariam no mesmo efeito prático: a anulação dos votos recebidos por Garotinho.



