Marcos Leite Coelho, motorista de aplicativo, se manifestou sobre as acusações de que teria ameaçado um adolescente no Distrito Federal há quase dois anos. O caso, que ganhou destaque em novembro de 2024, envolvia a denúncia de uma mãe que alegou que o motorista havia apontado uma arma para seu filho durante uma corrida.
Em entrevista, Coelho solicitou a oportunidade de expor sua versão dos fatos, afirmando que as investigações da polícia estão paradas e criticando a morosidade do processo. Segundo ele, a situação se agravou devido à notoriedade da família do menor, que, segundo Coelho, possui influência na sociedade brasiliense.
O que ocorreu na corrida
De acordo com o motorista, no dia do incidente, ele realizou uma corrida com três paradas. Ao final do trajeto, ele alegou ter sentido uma tontura após perceber um assopro vindo do banco de trás, onde estava o adolescente. Coelho afirmou que, ao questionar o menor sobre o que havia jogado, iniciou uma discussão, durante a qual o jovem o ofendeu. O motorista, que se diz policial, afirmou ter alertado o menor sobre sua arma antes de pedir que ele saísse do veículo.
Demora nas investigações e consequências
Coelho criticou a lentidão das investigações, que, segundo ele, estão paralisadas desde janeiro de 2026. Ele menciona que a delegacia solicitou prazos ao Ministério Público, que foram todos prorrogados sem conclusão até o momento. Em sua declaração, Coelho destacou que as evidências, como imagens de segurança, não foram consideradas adequadamente, e a palavra do menor parece ter mais peso nas investigações.
Além disso, o motorista relatou que sua arma foi apreendida e que ele sofreu busca e apreensão em sua residência, o que lhe causou constrangimentos e danos materiais. Coelho também mencionou não ter conseguido recuperar suas armas, apesar de tentativas legais, e afirmou que o processo está afetando severamente sua vida profissional e pessoal.
Banimento do aplicativo de corridas
Coelho não foi apenas suspenso, mas banido da plataforma de corridas, consequência da divulgação da história pela mãe do adolescente em diversos grupos. Ele expressou que não culpa o aplicativo por seguir suas regras, mas busca justiça e a conclusão do processo para poder se defender adequadamente. Para ele, a espera prolongada sem definição é como uma condenação sem julgamento.
O caso continua em andamento, e Coelho aguarda que as autoridades tomem uma decisão final.



