Gabrielle Henry, representante da Jamaica no Miss Universo 2025, protocolou uma ação judicial contra a Miss Universe Organization e duas empresas associadas, quase um ano após sofrer uma queda grave no palco do concurso. O processo foi registrado no Tribunal Superior de Delaware, nos Estados Unidos, no dia 21 de outubro de 2026, e alega negligência e falhas de segurança que culminaram no acidente.
O incidente ocorreu em 19 de novembro de 2025, durante a etapa preliminar do concurso, realizado na Tailândia. De acordo com Gabrielle, ela caiu em uma abertura do palco que estava “sem sinalização e descoberta”, enquanto seguia uma coreografia ensaiada. A ação judicial inclui cinco alegações: negligência, responsabilidade pelas condições do local, e imposição negligente e intencional de sofrimento emocional. A candidata também busca compensação por despesas médicas, perda de capacidade de trabalho e oportunidades profissionais.
A queda, que ocorreu de uma altura de aproximadamente 1,5 metro, resultou em traumatismo craniano, hemorragias intracranianas e lesões faciais, levando Gabrielle a ser internada em estado crítico. A Organização Miss Universo informou que cobriu as despesas médicas e de reabilitação da modelo na Tailândia, além de custear a estadia de sua família durante o tratamento. Após meses de cuidados, a jamaicana ainda enfrenta sintomas neurológicos e cognitivos que requerem acompanhamento contínuo.
Gabrielle, que é médica oftalmologista, alega que as sequelas do acidente a impediram de retomar sua residência médica, afetando gravemente sua carreira. Em postagens nas redes sociais, a Miss expressou gratidão aos profissionais de saúde que a ajudaram e falou sobre a força que encontrou para se reerguer após a queda.
Em resposta ao processo, a Miss Universe Organization afirmou que não havia sido oficialmente notificada e, portanto, não poderia comentar as alegações. A organização contestou as reivindicações de responsabilidade, afirmando que a segurança e a estrutura do palco estavam sob a responsabilidade das entidades locais envolvidas na produção do evento. A MGI, também citada no processo, apresentou uma versão diferente do acidente, sugerindo que Gabrielle pode ter perdido a marcação de sua posição durante o desfile.
A situação continua a se desdobrar enquanto Gabrielle busca justiça e reparação pelos danos sofridos devido ao incidente.



