Um ato heroico de um menino de 10 anos resultou na salvação de sua prima, de 9 anos, durante uma tentativa de estupro em Curitiba, Paraná. O incidente ocorreu na sexta-feira, 9 de outubro, no bairro Sítio Cercado, onde um homem de 54 anos foi preso em flagrante.
A avó da menina, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo, relatou que a criança estava a caminho da escola acompanhada de outras crianças, incluindo seu primo, quando foi abordada pelo suspeito. O homem ofereceu R$ 50 para que ela o seguisse, mas a menina se recusou. Em resposta, ele segurou a mão da criança com força e começou a levá-la. Neste momento, a menina fez o sinal universal de socorro, que havia aprendido com sua avó.
Reconhecendo a situação de perigo, o primo da menina correu até um posto de gasolina nas proximidades para buscar ajuda. “Eu cheguei falando que o homem estava tentando roubar a minha prima. Eles já levaram a sério”, relatou o menino.
Câmeras de segurança do posto registraram o momento em que a criança chegou ao local, onde os funcionários foram informados sobre a situação e imediatamente acionaram a Guarda Municipal. O suspeito, identificado como Rolandi Aureliano da Silva, havia deixado a prisão há cerca de um mês, após cumprir pena por crimes relacionados ao estupro de vulnerável e tinha um histórico criminal que incluía outros delitos.
Após a denúncia, a Guarda Municipal localizou e prendeu o homem, que já era monitorado por uma tornozeleira eletrônica desde 2017. A avó das crianças destacou a importância de ensinar os netos sobre cuidados pessoais e situações de risco. “Eu sempre ensino para eles, para que, quando saírem na rua, prestem atenção, não converse com estranhos e não aceitem dinheiro ou doces”, afirmou.
O sinal universal de socorro é um gesto discreto criado para ajudar pessoas em situação de violência. Para realizá-lo, a pessoa deve levantar uma das mãos com a palma voltada para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os quatro dedos sobre ele. Este gesto permite que a vítima peça ajuda sem alertar o agressor.



