O médico Dr. Mark Fowler, que supervisionou a execução de Christa Pike no Tennessee, enfrentou um novo fracasso ao tentar aplicar a injeção letal, marcando sua segunda tentativa malsucedida no ano. A execução de Pike, que ocorreu na noite de 30 de setembro, não resultou em sua morte após a administração de duas doses de pentobarbital, um barbitúrico potente. Testemunhas relataram que a detenta continuou respirando e fazendo sons após receber a medicação.
No início deste ano, Fowler já havia participado de uma execução malsucedida, a de Tony Carruthers, em maio. Naquela ocasião, a equipe médica não conseguiu estabelecer uma segunda via intravenosa, necessária para o procedimento, após mais de uma hora de tentativas. Documentos judiciais revelaram que Fowler não realizava inserções de linha central há pelo menos 13 anos e não tinha privilégios hospitalares atualizados.
Após o primeiro procedimento, a defesa de Carruthers questionou a atuação de Fowler, alegando que ele tentou inserir a linha enquanto o detento ainda sentia dor, resultando em múltiplas perfurações e um episódio de sangramento. A irmã de Carruthers denunciou que ele sofreu um AVC após a execução mal-sucedida, além de apresentar dificuldades de equilíbrio e paralisia parcial, embora essas alegações não tenham sido oficialmente confirmadas.
No caso de Christa Pike, a defesa já levantava preocupações sobre a capacidade do estado em garantir uma administração segura da injeção letal. Após o procedimento, Pike foi levada a um hospital, onde permanece sob cuidados médicos, com seu advogado informando que ela está “criticamente doente, mas não em coma”.
Como resultado dos recentes fracassos nas execuções, o governador do Tennessee, Bill Lee, decidiu suspender as execuções programadas até 2026 e anunciou uma revisão independente dos protocolos utilizados pelo estado.



