McKenna West, que deu à luz um bebê como barriga de aluguel, entrou com um novo pedido na Justiça do Texas para obter a custódia exclusiva do recém-nascido, que ela chama de Gabriel. O pedido foi apresentado após os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, requererem a custódia legal do filho, que eles chamam de Rumi. McKenna se opôs, solicitando uma ordem judicial que impeça o casal de interferir nos cuidados do bebê.
O recém-nascido, que nasceu em 12 de agosto, encontra-se em estado crítico após passar por uma cirurgia cardíaca de emergência. Atualmente, ele está sob os cuidados de Nausheen e Omar, que receberam a custódia temporária após uma decisão judicial. No novo pedido, McKenna também busca uma liminar que proíba os pais biológicos de perturbar ou interferir em sua relação com a criança.
Contexto da Disputa Judicial
A batalha legal teve início ainda durante a gravidez de McKenna, que reside no Alasca e foi contratada por Nausheen e Omar como barriga de aluguel. Exames realizados durante a gestação revelaram uma grave cardiopatia congênita no feto, levando os pais biológicos a pedirem que a gravidez fosse interrompida. O contrato de barriga de aluguel previa a possibilidade de aborto em caso de anomalias fetais, e McKenna chegou a agendar o procedimento, mas decidiu seguir com a gestação.
Após decidir levar a gravidez adiante, McKenna se deslocou do Alasca para o Texas, onde deu à luz. Ela buscou garantir que o bebê recebesse o tratamento necessário após o nascimento. Em declarações anteriores, McKenna expressou seu receio sobre a decisão dos pais biológicos: “Eu estava morrendo de medo e estresse sobre o que eles iriam escolher. Eu tinha quase certeza de que eles iriam optar pelo aborto, e como eu conseguiria conviver comigo mesma passando por isso?”.
Tratamento e Questões Legais
Após o nascimento, Nausheen e Omar concordaram com a realização de uma cirurgia cardíaca para o filho, que foi realizada em um hospital especializado em Dallas. O procedimento é indicado para recém-nascidos com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma condição que compromete o desenvolvimento do lado esquerdo do coração.
Além da disputa pela custódia, os pais biológicos processaram McKenna, reivindicando US$ 250 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) em indenizações. Após o nascimento, uma ordem judicial foi emitida, concedendo a Nausheen e Omar a autoridade sobre as decisões de saúde do bebê e limitando a interferência de McKenna nos cuidados médicos e no acesso dos pais à criança.
Até o momento, a Justiça do Texas não se pronunciou sobre o novo pedido de McKenna.



