Marcos Mion compartilhou em uma entrevista sua experiência com as críticas que recebe nas redes sociais, admitindo que essas provocações ainda o afetam. Em conversa com Monique Arruda, do portal LeoDias, o apresentador ressaltou a dificuldade de lidar com um tipo de exposição que não existia da mesma forma quando seus ídolos eram destaque na televisão, citando nomes como Gugu Liberato, Faustão e Silvio Santos.
“Eu tive que aprender a entender que elas existem no mundo de hoje”, afirmou Mion, reconhecendo a importância da crítica, mas também destacando que ela perde sentido quando se transforma em ofensas pessoais. “Quando a opinião vira um mecanismo de ofensa gratuita em busca de engajamento, aí eu fico triste”, relatou.
O apresentador também criticou a lógica de se ganhar visibilidade atacando quem cria conteúdo. “Existem duas formas de você conseguir destaque: ou você constrói, ou você derruba. É mais fácil derrubar. É mais fácil ficar lá tacando pedrinha, incomodando, mas é mais triste. Eu não queria que fosse assim”, refletiu.
Mion enfatizou que, ao longo dos anos, precisou fortalecer sua relação com os comentários negativos, mas rejeitou a ideia de que seria possível ignorá-los completamente. “Depois de me machucar muito, eu admiro muito as pessoas que falam assim: ‘Ah, isso pra mim não é nada’. Não é normal pro cérebro humano processar alguém chegar e falar assim: ‘Você é péssimo, você é horrível’”, afirmou.
Questionado se esses comentários machucam, Mion foi claro: “É óbvio que machuca. E eu acho que sempre vai machucar. Mas, ao mesmo tempo, também te fortalece”.



