O Maracanã será submetido a uma reforma estimada em R$ 2,5 milhões como parte dos preparativos para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A intervenção, que se concentrará na Tribuna de Honra, é resultado de um acordo entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Consórcio Fla-Flu e a FIFA.
Para viabilizar a obra, o governo estadual elaborou um aditivo ao contrato de concessão, permitindo que o Consórcio Fla-Flu faça o investimento e explore comercialmente o camarote 330, um dos sete espaços pertencentes ao Estado no setor oeste do estádio, durante dois anos.
O governo justificou a reforma pela necessidade de adequar a Tribuna de Honra aos padrões exigidos para eventos internacionais, citando a importância de atender às normas de acessibilidade, segurança e conforto. Além disso, a situação financeira do Estado, que está sob um regime de Recuperação Fiscal, limita a capacidade orçamentária para investimentos imediatos.
A reforma, que deverá ser realizada pela empresa Solutions World, foi escolhida entre três propostas e tem um prazo de execução de 45 dias. Essa intervenção é uma das várias adequações planejadas para o Maracanã, que será uma das principais sedes do torneio, recebendo nove partidas, incluindo a abertura e a final.
Além da reforma, o Governo do Rio também deverá contratar uma empresa para avaliar outras intervenções necessárias em todas as sedes da Copa, com algumas melhorias sendo temporárias para o período do evento e outras permanentes. O governo deve arcar com a maior parte dos custos.
Outro ponto em discussão é o período de cessão do estádio à FIFA, que solicita o espaço com 28 dias de antecedência, enquanto Flamengo e Fluminense defendem um prazo menor. As negociações entre as partes continuam.
Paralelamente às obras para a Copa, o Maracanã planeja expandir suas operações comerciais. O projeto Maracanã 360 inclui a criação de um polo gastronômico com investimento superior a R$ 20 milhões, enquanto o Museu do Futebol, estimado em R$ 40 milhões, deve ser inaugurado em 2027.



