Um mal-estar significativo está afetando os bastidores da Globo durante a cobertura das eleições de 2026, envolvendo atritos entre jornalistas e artistas da emissora. A situação se intensificou após críticas públicas feitas por profissionais do entretenimento a respeito da condução das entrevistas com os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), conforme informações do colunista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo.
As manifestações de descontentamento ganharam força nas redes sociais, especialmente após as sabatinas realizadas pela emissora. Um dos casos que chegou à direção foi o do humorista Paulo Vieira, que se manifestou sobre a entrevista de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, ocorrida no fim de agosto. Vieira criticou a atuação dos apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos, afirmando que “ao entrevistar um mentiroso, se não interromper a mentira e dizer a verdade de imediato, vira desserviço”. O humorista destacou a falta de interrupções e questionou a abordagem de temas relevantes na entrevista.
Além de Paulo Vieira, outros artistas também expressaram suas opiniões. Sergio Guizé, conhecido por seu papel em Êta Mundo Bom!, compartilhou uma publicação que questionava os critérios adotados pelo Jornal Nacional na cobertura de Lula e Flávio Bolsonaro. Críticas semelhantes foram feitas por outros nomes do elenco, como Sophie Charlotte e José de Abreu.
De acordo com a reportagem, jornalistas da Globo que procuraram a direção argumentaram que as manifestações públicas dos artistas criam um ambiente hostil para a emissora e intensificam os ataques contra os profissionais de jornalismo. Essa situação resultou em um clima de desconforto entre os setores da empresa.
Apesar das críticas, a Globo mantém a liberdade contratual para que seus artistas expressem opiniões políticas nas redes sociais. A orientação interna é de que não participem de propagandas oficiais de candidatos, embora manifestações consideradas excessivas possam ser analisadas pela direção.



