May Martinez, mãe de Colleen Slemmer, acompanhou a tentativa de execução de Christa Pike, condenada pelo assassinato de sua filha, que tinha apenas 19 anos na época, em 1995. Em entrevista à revista People, publicada na quinta-feira (1º), May revelou que observou atentamente toda a situação através da janela da sala de testemunhas.
“Eu fiquei em frente àquela janela e observei ela com muito, muito cuidado. Não tirei os olhos dela”, afirmou May, expressando seu desejo de que Pike se lembrasse da vida de Colleen e da gravidade de seus atos. “Quero que ela nunca esqueça esse pensamento, não importa para onde ela vá”, acrescentou.
May e seu marido, Raul, percorreram cerca de 11 horas da Flórida até Nashville, Tennessee, para testemunhar a execução na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend. Após a tentativa frustrada, que envolveu a administração de duas doses de pentobarbital, Pike foi levada a um hospital, mas permanece viva.
A situação levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a suspender as execuções no estado até o final do ano e a solicitar uma revisão dos procedimentos. Durante a espera para se encontrar com o comissário responsável, o casal ficou desapontado com a falta de informações sobre o que ocorreu durante a execução.
“Foi uma completa perda de tempo. Eu não sei. Parece cruel dizer isso, mas como você consegue estragar a execução de alguém? É algo inimaginável”, destacou Raul, enfatizando a perplexidade diante do fracasso do procedimento.
Além disso, Raul criticou o protocolo do Tennessee, que utiliza uma única substância para a injeção letal, enquanto outros estados adotam uma combinação de três medicamentos. Este não foi o primeiro incidente envolvendo a equipe médica que atuou na execução de Pike.
May ainda defende a aplicação da pena de morte contra Pike, afirmando que a condenada nunca demonstrou arrependimento. “Ela não demonstra remorso. Nunca demonstrou remorso em 31 anos”, disse, ressaltando que Pike não pediu desculpas diretamente a ela pelo assassinato de sua filha.
Colleen Slemmer foi morta de forma violenta em janeiro de 1995, e Pike, que tinha 18 anos na época, foi condenada à morte pelo crime. A execução, inicialmente programada para 30 de setembro, marcaria a primeira execução de uma mulher no Tennessee em mais de 200 anos.
Após a tentativa frustrada, May expressou que a busca por justiça para sua filha continua. “Não conseguimos justiça para a minha filha”, lamentou. A mãe ainda reflete sobre os eventos daquela noite e questiona quando, ou se, poderá encontrar algum tipo de encerramento após mais de três décadas.



