O macaco-prego Alcebíades, que ganhou notoriedade após invadir residências no condomínio Alphaville 2, em Salvador, morreu na noite de segunda-feira (5) após ser resgatado por agentes da Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (Coppa). A morte foi confirmada pelo ex-deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), responsável pelo animal, e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Após ser capturado, Alcebíades foi levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para receber cuidados veterinários, mas não resistiu. Moraes levantou a hipótese de que o macaco pode ter sido envenenado e solicitou uma investigação para apurar as circunstâncias de sua morte. “Ele saiu daqui saudável e foi levado pela polícia depois de entrar na casa de vizinhos do Alphaville 2. Agora meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente”, afirmou o ex-parlamentar em uma publicação nas redes sociais.
Moraes declarou que acompanhará de perto as investigações e exigirá esclarecimentos sobre cada etapa que precedeu a morte de Alcebíades, desde as invasões às casas até o tratamento recebido no Cetas e pelo Inema. “Não vou aceitar silêncio, descaso nem impunidade. Vou processar e buscar responsabilização de todos os envolvidos que as provas apontarem. Vou até o fim por justiça para Alcebíades”, acrescentou.
Em nota, o Inema relatou que o macaco chegou ao centro desacordado, apresentando pouco reflexo e ferimentos na face, além de sinais de hipertermia e aumento da frequência cardíaca. O órgão também mencionou relatos sobre uma possível ingestão de álcool e medicamentos, embora não tenha havido confirmação dessas substâncias. A instituição considera a possibilidade de exposição a um agente tóxico, mas os sinais apresentados não confirmam uma intoxicação específica.
Alcebíades foi submetido a atendimento veterinário, mas faleceu às 18h42 de segunda-feira. O corpo será encaminhado para necropsia, o que pode ajudar a esclarecer a causa da morte. Além disso, o Inema anunciou que investigará as condições em que o animal era mantido e se houve negligência por parte do tutor.
Invasão e captura do macaco
A ocorrência que levou ao resgate de Alcebíades se deu na segunda-feira, quando o macaco invadiu diversas residências do condomínio. O processo de captura levou cerca de três horas e meia, e durante as invasões, o animal quebrou o vidro de um box e entrou em um quarto onde estava um bebê de apenas cinco dias de vida, além de causar ferimentos em algumas pessoas.
Moradores relataram que o macaco teria ingerido bebidas alcoólicas e medicamentos, e uma residente comentou que episódios semelhantes já haviam acontecido anteriormente. Diante da situação, os moradores acionaram a Coppa, que conduziu a operação de captura com a intenção de preservar a integridade do animal e a segurança dos presentes.
Após o resgate, Alcebíades apresentou sinais de debilidade, conforme informaram os profissionais do Cetas. A morte do macaco levanta questões sobre a segurança e a preservação de animais silvestres em áreas urbanas.



