A cantora Li Martins abriu seu coração em um episódio recente do podcast “Vozes da Vida”, apresentado por Vera Viel, ao relembrar os momentos que precederam o acidente fatal que tirou a vida de seu marido, o modelo JP Mantovani. Durante a conversa, Li compartilhou que estava na casa da sogra no dia da tragédia, quando recebeu a devastadora notícia.
Casados há pouco tempo, Li e JP moravam com a mãe dele enquanto finalizavam a construção de sua nova casa. Naquela noite, a filha do casal, Antonella, estava na casa de uma amiga, enquanto JP assistia à final do reality “Game dos 100” em um bar com amigos. Li optou por ficar em casa, pois se sentia deslocada em eventos com muitos homens.
“Nós passamos a tarde juntos, e ele tinha um evento de motos, que sempre gostou. A princípio, nós iríamos juntos, mas eu fiquei com preguiça”, relatou Li, que acabou pegando no sono enquanto aguardava o retorno do marido.
Li explicou que seu celular estava no modo “não perturbe” após as 20h30, horário em que Antonella costumava dormir. “O telefone não tocou. A Antonella ligou para o pai e falou com ele para ir buscá-la”, contou, enfatizando a dificuldade do momento.
A cantora revelou que se sentiu culpada por meses após a tragédia. “Eu achava que se eu tivesse atendido o telefone, talvez ele não tivesse vindo. A gente se culpa muito, tenta encontrar um responsável”, desabafou. No entanto, ela refletiu sobre como o tempo traz clareza e aceitação: “Não cai uma folha se não for da vontade de Deus. E era pra ser assim, por alguma razão”, ponderou.
Li também descreveu o momento em que recebeu a notícia do falecimento de JP. Em vez de um telefonema, a polícia se dirigiu até a casa da sogra. “Eles queriam confirmar se era meu marido. Eu entrei em estado de choque”, relembrou. A artista se viu sem reação e precisou da ajuda de amigos e familiares para enfrentar a situação.
Além disso, Li Martins falou sobre como foi desafiador informar Antonella sobre a morte do pai. “Foi muito difícil. Eu pedi ajuda ao terapeuta sobre como contar isso para ela sem causar um trauma. Ele disse: ‘Não tem como. O trauma já foi’”, revelou.
Para lidar com o luto, Li se apegou à memória de JP e à sua personalidade alegre. “Nos dias em que não estava bem, pensava: ‘Como ele gostaria que eu estivesse seguindo agora?’”, explicou, ressaltando que Antonella também herdou o alto-astral do pai, o que a inspira diariamente a continuar.
A conversa completa pode ser vista no episódio do podcast, disponível no YouTube.



