Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, que foi destituída do título de Miss Brasil Supranational 2026 após anunciar sua gravidez, manifestou-se sobre a decisão da organização do concurso. Em entrevista ao portal Leo Dias, nesta quinta-feira (27), a modelo revelou que não encontrou no contrato nenhuma cláusula que proíba expressamente uma gestação durante o reinado.
A decisão do Concurso Nacional de Beleza (CNB) foi comunicada após uma análise interna, segundo a organização, que alegou que Lara descumpriu obrigações contratuais. “A decisão decorre do descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título”, afirmou o CNB em nota oficial.
Lara, no entanto, questionou a falta de transparência em relação ao contrato. “Nós fomos atrás, perguntamos, mas essas informações ainda não chegaram até a gente”, explicou. Ela destacou que assinou o contrato antes de saber da gravidez e, após uma leitura cuidadosa, não identificou restrições específicas quanto à gestação durante os dois anos de vínculo.
Após retornar da Polônia, onde competiu no Miss Supranational 2026 e ficou entre as três melhores, Lara foi informada sobre a decisão do CNB cerca de uma semana depois. “Fui comunicada e questionada sobre a gravidez, enviei os exames e, em seguida, recebi a notícia da destituição”, contou.
Em defesa das mulheres, Lara expressou sua opinião sobre a questão: “Acredito que uma mulher não deveria perder um título de beleza por engravidar em 2026. Isso não deve invalidar o poder feminino”. Ela lamentou a forma como a situação foi conduzida pelo CNB, já que esperava um tratamento diferente após sua destacada participação no concurso internacional.
Por fim, Lara reiterou que o trabalho e a dedicação que ela e outras mulheres colocam em competições de beleza devem ser respeitados, e que a gravidez não deve ser vista como um obstáculo. “Foi uma situação chateante, porque trabalhamos muito por esse título”, concluiu.



