No episódio desta quarta-feira (7) de “Cocktail Wars”, Lance Bass, ex-integrante do NSYNC, compartilhou detalhes chocantes sobre os baixos salários que ele e seus colegas recebiam durante os anos de sucesso da boyband nos anos 1990. Apesar de serem um dos grupos mais populares da época, os membros do NSYNC enfrentaram dificuldades financeiras significativas, especialmente no início da carreira.
Segundo Bass, o grupo recebia apenas US$ 35 por dia no início de sua trajetória, e o primeiro cheque que receberam foi de US$ 10 mil, após anos de álbuns de sucesso e turnês com ingressos esgotados. “Não sei quantos milhões eles ganharam com produtos licenciados, porque as vendas eram absurdas”, revelou.
O artista destacou que demorou para que os integrantes vissem um pagamento mais expressivo, refletindo sobre a realidade que enfrentaram: “E então, finalmente, nos deram um cheque de US$ 10 mil. Você pensa: ‘Ah, obrigado’. Deveríamos ser gratos por isso, já que estávamos trabalhando de graça havia dois ou três anos”, afirmou.
Bass também mencionou que, até hoje, os integrantes do NSYNC não recebem muito dinheiro pelos direitos de suas músicas. “É muito estranho como as pessoas acham que sou podre de rico por causa do NSYNC. Não sou. De jeito nenhum. Tive sucesso depois do NSYNC e tenho muito orgulho de tudo o que fiz após o grupo, mas praticamente não ganhei dinheiro com o NSYNC”, explicou.
O grupo, que começou sua carreira em 1995, entrou em hiato em 2002. Desde então, os integrantes se reuniram esporadicamente, mas não retomaram as atividades de forma contínua, ao contrário dos Backstreet Boys. Bass ressaltou que outras pessoas, como a gravadora e o ex-empresário Lou Pearlman, lucraram muito mais com o sucesso do grupo do que os próprios integrantes.
Lou Pearlman, que morreu em 2016, foi condenado em 2008 a 25 anos de prisão por fraudes financeiras. Bass expressou ressentimento em relação a Pearlman e à gravadora, afirmando que sentia que ninguém estava disposto a proteger os integrantes da banda. “Eu estava com raiva dos adultos que estavam na sala”, disse ele. “Você ainda precisa ganhar a vida e se preparar para o futuro, porque, na maioria desses casos, existe um período limitado em que você consegue fazer algo assim. E ninguém nos preparou para a vida depois disso”, refletiu.
Após o fim do *NSYNC, todos os integrantes enfrentaram o desafio de recomeçar suas carreiras e lidar com o estigma associado às boybands. Bass lamentou a percepção negativa que havia sobre eles, tornando mais difícil a construção de suas trajetórias musicais. “Ter continuado com aqueles caras teria sido incrível. Mas não estava nos planos que continuássemos como grupo”, concluiu.



