A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária do ator José Dumont, que atualmente cumpre pena de 10 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. Dumont foi condenado por estupro de vulnerável e por posse e armazenamento de fotografias e vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes.
Segundo informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a defesa do ator havia solicitado a transferência para prisão domiciliar alegando sua idade avançada e problemas de saúde. José Dumont, de 76 anos, é portador de hipotireoidismo e faz uso de levotiroxina sódica para tratamento.
Para embasar a decisão, a Justiça requisitou uma avaliação médica oficial. O laudo, assinado por um médico da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEPPEN), contradisse os argumentos da defesa, afirmando que Dumont apresenta um bom estado geral de saúde, além de estar lúcido e orientado. Com isso, o ator permanecerá em regime fechado, recebendo acompanhamento no ambulatório prisional para tratar de hipotireoidismo, hipertensão arterial e distúrbios do sono.
Contexto do caso
Em setembro de 2022, José Dumont foi preso em flagrante pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, após ser suspeito de estupro de vulnerável e pedofilia. A investigação começou após denúncias de vizinhos, que relataram que o ator teria aliciado um menino de 11 anos. Durante as buscas na casa de Dumont, localizada no bairro do Flamengo, foram encontrados mais de 240 arquivos de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
Em depoimento, Dumont justificou que tinha reunido o material para um suposto estudo de preparação para um papel que estaria interpretando, mas peritos afirmaram que parte das imagens poderia ter sido produzida por sua própria câmera de celular.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante a audiência de custódia. O ator foi solto em 12 de outubro de 2022, mas ficou sob monitoramento com tornozeleira eletrônica. Em julho de 2023, foi condenado por posse e armazenamento de pornografia infantil, recebendo uma pena de 1 ano e 10 dias em regime aberto. No entanto, em 2026, foi novamente condenado, desta vez por estupro de vulnerável, resultando em 9 anos e 4 meses de reclusão, decisão que se tornou definitiva após trânsito em julgado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
José Dumont foi detido em 3 de março de 2026, em cumprimento ao mandado de prisão pelo crime, e sua participação na novela “Todas as Flores”, do Globoplay, foi cancelada após o escândalo vir à tona.



