João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, foi detido na quinta-feira (24) em Jaru, Rondônia, sob suspeita de participar da morte da própria irmã, Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos. A mulher foi encontrada morta em março, com as mãos e os pés amarrados, os olhos vendados e várias perfurações feitas por um objeto cortante, conforme informações da Polícia Civil.
Após o enterro da irmã, João Vitor publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece chorando e relata como encontrou o corpo. Ele conta que estava conversando com um amigo quando se deparou com a cena. Logo após a descoberta, acionou um amigo policial e, em meio à angústia, disse que orou: “Eu tive a infelicidade de achar o corpo. Eu falei para ele: ‘Mano, achei o corpo da minha irmã’. E aí eu já puxei meu telefone e liguei para um amigo policial, depois eu orei”, declarou.
No vídeo, João também fala sobre o velório e expressa seu sentimento de perda, descrevendo Poliana como sua única irmã e mencionando um grande vazio deixado pela tragédia. “Claro que eu estou triste, sinto um sentimento de vazio muito grande”, afirmou, ressaltando sua fé e pedindo que ninguém culpasse Deus pela morte da irmã.
A investigação concluiu que a motivação para o crime pode estar relacionada a questões financeiras. Segundo a delegada Maria Braga, a prisão de João Vitor foi motivada por seu comportamento após a morte da irmã, que foi considerado frio e apressado em relação ao sepultamento. Os detalhes que levaram à sua detenção, no entanto, permanecem sob sigilo. Além de João, outras quatro pessoas são suspeitas de envolvimento no crime, sendo que duas delas estão presas e as outras duas faleceram.
João Vitor também tem um histórico criminal; em julho, ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e munição durante uma busca domiciliar.
A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público de Rondônia, enquanto João Vitor aguarda o andamento do caso no Centro Regional de Ressocialização Augusto Simon Kempe.



