No último domingo (23), um jingle político que faz acusações graves ao ex-prefeito de Cocal dos Alves, no Piauí, Osmar Vieira, ganhou notoriedade nas redes sociais. A música, que repete o apelido “Osmarzinho”, levanta questões sobre supostas infrações cometidas por ele e sua família. Curiosamente, a canção foi composta há 10 anos e voltou à tona no início da corrida eleitoral de 2026, relembrando a disputa pela Prefeitura de Cocal dos Alves, onde Osmar enfrentava Ivan, candidato pelo PDT.
A letra do jingle, que combina ritmos de forró e axé, apresenta uma série de perguntas que insinuam corrupção e má conduta. Apesar da gravidade das acusações, não há evidências que sustentem as afirmações. Trechos da canção questionam: “Quem roubou os 19 milhões da educação? Foi a família do Osmarzinho. Quem responde oito processos, inclusive um por morte? Foi o próprio Osmarzinho.” A música se tornou tão popular que foi tocada em carros de som pela cidade durante a campanha de 2016.
Naquele ano, Osmar Vieira venceu as eleições com 51,73% dos votos, uma margem de apenas 151 votos sobre seu concorrente. Em 2020, foi reeleito, mas não será candidato em 2026. Apesar de sua ausência, a influência familiar se mantém na política local: seu sobrinho, Wodson Vieira, é o atual prefeito, e seu irmão, Rubens Vieira, busca reeleição como deputado estadual pelo PT.
Uma fonte que participou da campanha de Osmar comentou sobre o impacto que o jingle teve nas eleições de 2016, descrevendo a situação como traumática na época, mas atualmente vê com humor o retorno da música. “Hoje em dia é engraçado, é uma música chiclete, mas só para quem não sabe da história”, disse, ressaltando que a oposição teve que se mobilizar para desmentir as informações contidas no jingle.
A repercussão do jingle levou Osmar Vieira e seus advogados a procurarem a Justiça. A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que a Meta (responsável pelo Facebook e Instagram) e a Bytedance Brasil (TikTok) removam as postagens do jingle em 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Em resposta ao pedido judicial, a Meta informou que não irá se manifestar sobre o caso. Enquanto isso, o jingle continua a gerar polêmica e discussões nas redes sociais.



