Daniele Bezerra, irmã da advogada Deolane Bezerra, comentou sobre a recente anulação da suspensão da licença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que afetou sua irmã. A decisão foi aprovada pela 8ª Câmara Recursal da OAB-SP na última segunda-feira, 26 de outubro. Em suas redes sociais, Daniele expressou sua indignação e acusou a delegada Maria Corsato de perseguição, citando sua participação em investigações que envolvem a família.
“Vejam vocês o que acontece quando o próprio Estado deixa de respeitar as garantias dos investigados e dos julgados”, escreveu Daniele, que também apontou inconsistências na investigação que levou Deolane à prisão em maio, sob acusações de lavagem de dinheiro e envolvimento com uma facção criminosa.
Daniele criticou o impacto que a suspensão teve sobre a defesa de Deolane e questionou a reparação pelos danos causados à imagem e profissão da irmã. “Ela sofreu os efeitos de uma suspensão decorrente de um procedimento que agora teve seus atos anulados. Quem devolve esse tempo? Quem repara os danos à sua imagem, à sua profissão, à sua dignidade?”, indagou.
Além de criticar as decisões judiciais, Daniele fez uma denúncia direta sobre a delegada Maria Corsato, que segundo ela, estaria sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil. Essa denúncia se deu após a descoberta de mais de R$ 1 milhão em dinheiro escondido em um puff, que teria sido deixado por uma ex-candidata a deputada. “Há aproximadamente quatro anos, nossa família vem enfrentando uma situação que considera uma verdadeira perseguição”, afirmou Daniele.
Ela exigiu que a investigação sobre a delegada fosse conduzida com o mesmo rigor que foi aplicado ao caso de Deolane. “Esses fatos serão investigados com o mesmo rigor com que nossa família tem sido investigada? Haverá a mesma exposição pública e cobrança por esclarecimentos?”, questionou, ressaltando que não estava acusando a delegada de crime, mas pedindo uma apuração justa.
Daniele concluiu sua declaração afirmando que a justiça deve ser imparcial e que todos, incluindo aqueles que investigam, devem estar sujeitos à lei. “O devido processo legal não é um favor. A justiça não pode escolher quem merece ter direitos. Ou ela é para todos ou ela deixa de ser justiça”, finalizou.



