Um incêndio de grandes proporções na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ocorrido na noite da última quarta-feira (7), resultou em um prejuízo estimado em até R$ 100 milhões. O fogo destruiu equipamentos, laboratórios e materiais científicos acumulados ao longo de duas décadas, afetando gravemente cerca de cem linhas de pesquisa na instituição.
Localizado na Cidade Universitária, o prédio atingido abrigava instalações dedicadas a pesquisas nas áreas de fármacos, informática e genética, incluindo o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, expressou sua profunda tristeza pela perda irreparável de amostras e equipamentos que não poderão ser recuperados.
A Polícia Federal (PF) anunciou a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias do incêndio, que é o terceiro registrado na universidade em apenas uma semana. Em resposta à gravidade da situação, a PF enviou uma equipe de peritos ao local e está em contato com a reitoria e o Corpo de Bombeiros para seguir com as investigações.
Embora o incêndio tenha causado danos significativos, não houve registros de feridos. O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas e conseguiu controlar as chamas, finalizando o trabalho por volta das 5h da quinta-feira (8). A universidade informou que a presença de produtos químicos armazenados nos laboratórios pode ter contribuído para a rápida propagação do fogo, mas as causas exatas ainda são desconhecidas.
Além dos danos materiais, o incêndio ocorreu um dia após uma manifestação de estudantes no campus, que defendiam a democracia e o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atualmente candidato à reeleição. No primeiro turno da eleição, Flávio Bolsonaro (PL) liderou com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois candidatos voltarão a se enfrentar nas urnas no dia 25 de outubro.
Frente aos danos causados, a UFPE está buscando apoio dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação para minimizar os impactos nas atividades acadêmicas. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, se manifestou em solidariedade à comunidade universitária e garantiu que o ministério está à disposição para oferecer assistência.



