No último domingo, 25 de outubro, o 2º turno das eleições presidenciais no Brasil foi marcado por histórias inspiradoras de eleitoras centenárias que fizeram questão de exercer seu direito ao voto. Após uma abstenção recorde de 33,4 milhões de eleitores no 1º turno, a participação dessas mulheres destacou a importância do dever cívico em um momento crucial para o país.
No Paraná, Theonilia Girão, de 105 anos, foi uma das eleitoras que se destacou. Ela falou sobre sua decisão de ir às urnas, afirmando: “Vim votar porque eu estou lúcida e o médico me liberou. Então, eu vim cumprir meu dever e para dar exemplo para todo mundo.” Sua determinação reflete o compromisso com a democracia e serve de inspiração para as novas gerações.
Na cidade de Barbalha, no Ceará, outra história notável foi a da aposentada Maria Edite Barreto Limeira, de 100 anos. Conhecida como Dona Edite, ela foi à urna acompanhada de um familiar, após não ter comparecido ao 1º turno devido ao calor intenso e às longas filas. A região teve uma abstenção de 16,44% na primeira etapa das eleições.
Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, a idosa Olga Zanella, de 106 anos, também fez questão de votar logo nas primeiras horas do dia. Ela expressou sua convicção sobre a importância do voto: “Nem me lembro há quanto tempo que eu voto, mas eu sempre venho. Acho uma coisa muito importante”, declarou.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no 1º turno, mais de 8,77 milhões de eleitores com 70 anos ou mais compareceram às urnas, de um total de 17,25 milhões aptos a votar nesta faixa etária. O voto é facultativo para cidadãos acima de 70 anos, assim como para analfabetos e jovens entre 16 e 18 anos.
Essas histórias de eleitoras centenárias não apenas celebram o ato de votar, mas também ressaltam a vitalidade e o compromisso cívico que transcendem gerações. O 2º turno das eleições, portanto, não foi apenas uma disputa política, mas também um momento de reafirmação da democracia e do direito ao voto.



