A cantora Gisele Nascimento, uma das vozes mais proeminentes do gospel brasileiro, se tornou o centro de uma tragédia familiar. No último sábado, 17 de outubro, seu filho, Israel Nascimento Teixeira, de 21 anos, é apontado como o autor dos disparos que resultaram na morte de Thiago de Mattos Teixeira, ex-cunhado da artista, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O incidente ocorreu durante uma confusão familiar. Thiago foi socorrido e levado ao Hospital Oeste D’Or, em Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil investiga o caso.
A defesa de Gisele Nascimento relata que a cantora havia ido buscar os filhos e entrou na casa de sua ex-sogra para cumprimentá-la, quando Thiago teria agredido Gisele na frente dos filhos, da ex-sogra e de uma assessora. Israel, ao presenciar a cena, pegou uma arma de seu pai, Rogério Gentil, um policial civil aposentado e ex-marido de Gisele, e disparou contra o tio.
Após o tiroteio, imagens divulgadas mostraram ferimentos visíveis em Gisele, que passou por um exame de corpo de delito. A defesa sustenta que Israel agiu em legítima defesa para proteger a mãe, enquanto a sequência dos eventos permanece sob investigação.
A repercussão do caso é significativa, considerando a carreira de Gisele Nascimento. Com mais de 20 anos na música gospel, a artista lançou dez álbuns e começou sua trajetória aos 15 anos como backing vocal. Filha do renomado cantor e produtor Tuca Nascimento, ela se destacou em uma das famílias mais tradicionais do gênero musical, construindo uma carreira sólida ao longo das últimas duas décadas.
A artista, que passou pela Line Records e MK Music, celebrou em 2025 duas décadas de carreira com um projeto audiovisual que contou com a participação de diversos convidados. Agora, no entanto, Gisele enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua vida pessoal, enquanto a investigação tenta esclarecer os detalhes que levaram ao trágico desfecho do tiroteio.



