Flávio Bolsonaro (PL) respondeu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o futuro do Bolsa Família, acusando-o de disseminar informações falsas sobre seus planos para o programa social. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o senador negou que pretende acabar com o benefício e apresentou uma proposta que permitiria aos beneficiários continuar recebendo o auxílio por até dois anos após conseguirem uma fonte de renda.
“É óbvio que isso não vai acontecer, é mentira. Você que recebe o Bolsa Família, fique tranquilo. Seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você”, afirmou Flávio, desmentindo a alegação de que encerraria o programa em um prazo de dois anos.
Na gravação, Flávio detalhou que sua proposta visa garantir a manutenção temporária do pagamento aos beneficiários que consigam um emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio. “É para incentivar você: caso queira, quando conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir a própria empresa, você continua recebendo o Bolsa Família por até dois anos”, disse.
Além disso, Flávio assegurou que, se o beneficiário perder o emprego ou o negócio não prosperar durante esse período, o pagamento do Bolsa Família seria reativado no mesmo dia. “E, se acontecer alguma coisa nesse meio-tempo, você for demitido, por exemplo, ou sua empresa não der certo, no mesmo dia você estará recebendo o Bolsa Família”, destacou.
O senador criticou também a atual burocracia do programa, que, segundo ele, resulta em atrasos para o retorno dos beneficiários ao auxílio. Ele não, no entanto, apresentou detalhes sobre como sua proposta seria implementada ou quais mudanças legais seriam necessárias.
Flávio pediu que seus seguidores compartilhassem o vídeo para combater o que chamou de desinformação e acusou o grupo político de Lula de tentar alarmar os beneficiários do programa social. “O medo que ele quer esconder é o medo das ruas, que estão inseguras, é o medo de olhar na cara de quem está devendo por culpa desse atual governo, que não consegue organizar suas contas”, declarou.
A reação de Flávio ocorreu após Daniella Marques, coordenadora da equipe econômica de sua campanha, ter afirmado em entrevista que, em um possível governo de Flávio, a regra de transição de dois anos para beneficiários que conseguissem emprego seria implantada. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, disse a ex-presidente da Caixa, gerando interpretações variadas em um momento crítico da campanha.



