O senador Flávio Bolsonaro, em sua primeira transmissão ao vivo desde que deixou o Brasil, abordou a possibilidade de uma nova disputa presidencial antes de 2030 e alegou ser alvo de “perseguição política”. A transmissão ocorreu na noite desta sexta-feira (30) e teve duração de aproximadamente 20 minutos.
Durante a live, Flávio expressou sua disposição para enfrentar novos desafios políticos e insinuou que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, poderia não concluir seu mandato. “Estou falando de antes de 2030”, afirmou, destacando sua intenção de resgatar o país por meio de uma nova candidatura ao Palácio do Planalto.
Flávio também criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o impediu de deixar o Brasil e alegou irregularidades nas eleições, mencionando “abuso de poder político e econômico”. Ele declarou: “Sou intimado de uma decisão de Alexandre de Moraes, que foi tomada poucos minutos após o anúncio pelo TSE do resultado das eleições, com o qual mais uma vez eu não concordo”.
Além disso, Flávio justificou sua saída do Brasil, ocorrida na noite de terça-feira (27), através da Ponte Internacional Tancredo Neves, que conecta Foz do Iguaçu ao município argentino de Puerto Iguazú. Ele afirmou que sua permanência no país comprometeria sua atuação política e sua liberdade de expressão, tendo em vista os processos que enfrenta.
Em suas declarações, Flávio fez referência à situação de sua família, mencionando o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, e ao irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde 2025. “Ele (Jair Bolsonaro) está preso, sem ter cometido absolutamente nenhum crime”, disse Flávio, ressaltando a dificuldade de continuar a sua voz ativa fora do Brasil.
A transmissão de Flávio Bolsonaro destaca não apenas suas ambições políticas, mas também um contexto de tensão envolvendo sua família e o sistema judicial brasileiro.



