A família do narrador Silvio Luiz está em disputa com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o uso não autorizado de sua voz em um vídeo institucional chamado “Bate no Peito”, que foi veiculado durante a última Copa do Mundo. O áudio do narrador foi utilizado para convocar a torcida brasileira, levantando questões sobre o respeito à memória de Silvio e à propriedade intelectual de sua obra.
O primeiro passo da família foi tentar um diálogo direto com a CBF, enviando uma notificação extrajudicial através de um advogado, mas não obteve resposta. Em seguida, a produtora CriaMOV, responsável pela campanha, foi contatada. Inicialmente, a produtora pediu desculpas, mas a proposta financeira oferecida à família foi considerada irrisória.
Desde então, as tentativas de negociação da família não foram respondidas, o que ampliou a gravidade da situação. Silvio Luiz havia registrado alguns de seus bordões como marcas, que são considerados um patrimônio profissional, pertencentes a ele e à sua família. Um exemplo de uso autorizado foi a Brahma, que utilizou um de seus bordões durante a Copa do Mundo anterior.
A situação gira em torno da falta de respeito na utilização da voz de um narrador que já faleceu. A família argumenta que, independentemente do valor financeiro, o reconhecimento da memória e dos direitos autorais é fundamental. A questão é que situações como essa deveriam ser tratadas com mais consideração e respeito pela história e legado de Silvio Luiz.



