Nesta terça-feira (8), a família de Celeste Rivas Hernandez protocolou uma ação judicial por morte por negligência contra o cantor D4vd, nome verdadeiro David Anthony Burke. O processo foi formalizado exatamente um ano após a descoberta dos restos mortais da adolescente, de 14 anos, no porta-malas do veículo do artista, em Los Angeles.
D4vd já enfrenta acusações criminais, incluindo homicídio, atos libidinosos com uma menor e mutilação de cadáver. Ele se declarou inocente de todas as acusações. A nova ação judicial também envolve pessoas e empresas associadas ao cantor, como a Mogul Vision e o empresário Josh Marshall, além de sua mãe, Colleen Burke, e do segurança Sheldon Jacques, que residia com ele.
Os documentos da ação alegam que D4vd teria sido responsável pelo transporte de Celeste para sua residência no início de 2024, durante um período em que a adolescente fugia frequentemente de casa. A família afirma que o cantor contou com a ajuda de Jacques para retirar Celeste de sua casa e levá-la para sua residência em Hollywood Hills. Além disso, os parentes argumentam que as pessoas próximas a D4vd sabiam ou deveriam saber sobre a suposta exploração sexual da menina e não tomaram providências para protegê-la.
A ação judicial inclui 12 acusações, sendo nove direcionadas a D4vd e as demais às outras partes envolvidas. O advogado da família, Patrick Steinfeld, recentemente contestou publicamente as alegações do cantor de que estaria sem recursos financeiros. Registros imobiliários revelaram que o pai de D4vd, Dawud Burke, vendeu uma casa em Houston, Texas, por US$ 229 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) no início de julho. Além disso, em outubro de 2025, D4vd transferiu duas propriedades no Texas para sua mãe e atualmente é representado por um defensor público.
A família de Celeste expressou apoio à aplicação da pena de morte caso D4vd seja condenado. Em um comunicado, descreveram o cantor como alguém “sem consciência”. Em julho, após uma audiência preliminar que durou cinco dias, um juiz decidiu que o cantor irá a julgamento, com a possibilidade de pena de morte ainda em aberto.



