Dias antes de falecer, Lito Sousa, influenciador e mecânico de aviões, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Sua esposa, Mila Seidl, compartilhou nas redes sociais como era a rotina durante esse período delicado, que culminou em sua morte, confirmada na quinta-feira, 1º de outubro, aos 59 anos.
Em um de seus relatos, Mila expressou o cansaço acumulado devido à jornada entre o trabalho e o hospital. “Hoje eu estava cansada, tive que me preparar para a palestra, dormi pouco. Minha sorte é que tem amigo, tem tudo”, disse ela, ressaltando o apoio que recebeu durante esse tempo difícil.
Mila também comentou as rígidas regras de acesso à UTI, onde apenas algumas pessoas estavam autorizadas a visitar Lito. Ela explicou que, além dela, somente as irmãs do influenciador e o amigo próximo Maurinho tinham permissão para entrar. “Antes que me perguntem, não tem visitas na UTI. Salvo eu, as irmãs dele e o Mauro, porque foi algo que o Lito deixou pré-determinado”, esclareceu.
Durante a internação, Lito começou um tratamento experimental para a doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnosticada em agosto. O medicamento, ALN-6457, chegou ao Brasil no início de setembro, e Lito se tornou o primeiro paciente no mundo a receber a aplicação da substância, que ainda estava em fase pré-clínica.
O apoio de Maurinho foi fundamental para Mila, que contou com caronas para facilitar seus deslocamentos enquanto cuidava do marido.
A situação de Lito e os esforços de Mila refletem a luta de muitos diante de doenças raras e a importância do suporte familiar e de amigos em momentos críticos.



