A corrida presidencial de 2023 entra em sua reta final com apenas 11 dias até as eleições do primeiro turno, sem uma agenda clara de debates entre os principais candidatos. A Band chegou a programar um debate, mas não conforme o esperado; o SBT desistiu completamente, e as chances de a Record realizar um evento são quase nulas. A Globo ainda não confirmou sua participação, e, segundo as regras eleitorais, os debates devem ocorrer até a antevéspera das eleições, no dia 1º de outubro, podendo se estender até às 7h do dia 2 de outubro.
Com a iminente possibilidade de não haver debates, espera-se que a televisão desempenhe um papel ainda mais significativo na prestação de informações ao eleitor. O foco deve ser em fornecer dados claros sobre as propostas, números e posições dos candidatos, ajudando o público a entender melhor o que cada um pretende realizar caso seja eleito.
Os jornalistas têm a responsabilidade de confrontar as declarações dos candidatos com fatos, apresentando uma análise crítica que vá além de simples opiniões. Em vez de se perder em discussões longas sobre cada movimento de campanha, a TV deve priorizar a entrega de informações úteis e objetivas.
Além disso, o SBT já iniciou a busca por um substituto para Celso Freitas, que se aposentará após as eleições, marcando o fim de uma era na televisão brasileira, dado o peso da sua figura na história do jornalismo.
Em outros assuntos, o reality “A Fazenda” precisa de um melhor controle de tempo para evitar que o final do programa seja deslocado para o aplicativo, que, conforme relatos, apresenta problemas técnicos. A série “The Traitors”, que venceu o Emmy de Melhor Reality de Competição, deverá estrear na Record em 2027, e “Herança em Jogo”, novo reality do Globoplay, será liberado para não assinantes a partir de 25 de setembro.
O “Estádio 97”, popular programa esportivo da Energia 97 FM, agora também é transmitido na N Sports, enquanto a HBO planeja a produção da série “Democracia Corintiana”, abordando a história de jogadores que desafiaram os costumes do futebol.
Por fim, a coluna expressa solidariedade à jornalista Joana Treptow, vítima de ataques xenofóbicos nas redes sociais, refletindo um problema sério de intolerância nas plataformas digitais.



