O cantor Ed Sheeran está enfrentando um boicote nas redes sociais e a perda de parcerias em sua turnê “Loop Tour” após demitir o rapper Macklemore. A decisão foi tomada após Macklemore realizar uma manifestação de apoio à Palestina durante um show em Nova York, onde gritou “Palestina livre” no dia 4 de setembro.
Após a manifestação, os artistas Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga, que seriam os atos de abertura da turnê, anunciaram que não mais participariam dos shows como forma de apoiar Macklemore. Com isso, Sheeran perdeu todos os artistas que estariam ao seu lado nas apresentações até 11 de dezembro.
O rapper Macklemore, que é amigo de longa data de Ed, foi retirado da turnê a pedido da Messina Touring Group, responsável pela etapa americana da turnê. A empresa pediu que Sheeran tomasse essa decisão após o discurso do rapper, e o cantor alegou que os locais dos próximos shows ameaçaram cancelar as apresentações se Macklemore permanecesse na turnê.
Em uma postagem no Instagram, Ed Sheeran se defendeu, afirmando que a decisão não foi sua, mas dos locais de apresentação. “Fui informado de que essa posição se baseava na forma como Macklemore transmitiu parte de sua mensagem durante a apresentação”, explicou. Sheeran também mencionou que conversou com diversas partes envolvidas para tentar encontrar uma solução, mas a decisão final coube aos locais e ao produtor.
Nas redes sociais, a atitude de Sheeran gerou críticas de artistas e fãs, que o acusaram de ser “apolítico”. O ator espanhol Javier Bardem chegou a pedir boicote ao cantor, e a situação rapidamente se tornou um dos tópicos mais comentados no X (antigo Twitter).
Ed Sheeran tem shows marcados no Brasil para os dias 5 e 6 de dezembro, no Nubank Parque, em São Paulo. Até o momento, a abertura da apresentação, que contava com Finneas, ainda não teve um substituto confirmado.



