Juliano Crema, diretor do Miss Brasil Supranational, explicou a destituição de Lara Marina do cargo de Miss Brasil em uma entrevista ao portal LeoDias. Segundo ele, a decisão foi tomada com base em regras internacionais que visam preservar a saúde das participantes, especialmente em casos de gravidez.
De acordo com Crema, a organização do concurso segue diretrizes que proíbem a participação de mulheres grávidas. “A gente está representando o Miss Supranational aqui no Brasil, e as regras são claras. Eles aceitam mulheres que podem ser mães, mas não aceitam mulheres grávidas”, afirmou.
O diretor enfatizou que a decisão teve como foco a segurança de Lara, destacando os riscos que uma competição desse porte pode representar durante a gestação. “Imagina, essas meninas têm uma rotina de ensaios e atividades na competição. Elas ficam de salto alto o tempo todo, e imagina se uma miss grávida acaba caindo. A gente sabe que tem riscos para o bebê”, defendeu.
Crema também mencionou a complexidade das viagens internacionais, que podem incluir voos longos e extenuantes. “Na realidade, existe muito perigo de uma candidata grávida estar participando dessas competições”, acrescentou.
Por último, o diretor reafirmou que Lara Marina tinha ciência das normas do concurso ao assinar o contrato de participação. “A Lara assinou um contrato sabendo das regras para competir. A gente, como uma instituição séria, visa cumprir com as regras. O regulamento da competição é muito valorizado”, concluiu.
Após vencer o título, Lara Marina foi destituída pela Comissão Nacional de Beleza (CNB) devido ao descumprimento das normas, apenas um mês após representar o Brasil no concurso internacional na Polônia, onde conquistou o terceiro lugar.



