A Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação contra a delegada Maria Aparecida Rezende Corsato, após a apreensão de mais de R$ 2 milhões em notas em sua residência, localizada em Santo André, no último sábado, 24 de outubro. A polícia foi acionada pela própria irmã da delegada, que denunciou a situação.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Corregedoria instaurou um inquérito policial e um procedimento correcional para apurar a origem do dinheiro apreendido, que inclui R$ 1,2 milhão, 200 mil dólares e 120 mil euros, encontrados escondidos em um pufe da casa da policial.
Maria Corsato alega que a quantia é parte de uma herança e que a denúncia se origina de uma briga familiar. A irmã da delegada foi quem chamou a polícia ao encontrar o dinheiro, o que levou à ação da Corregedoria.
A nota oficial da Secretaria de Segurança Pública detalha que, além da investigação criminal, a delegada será formalmente ouvida para prestar esclarecimentos. A Corregedoria aguarda a conclusão de exames periciais que subsidiarão as próximas diligências. Ao final da apuração, será elaborado um relatório para avaliar possíveis medidas disciplinares contra a delegada, respeitando o devido processo legal.
Maria Corsato é uma policial civil com mais de 30 anos de carreira, e ganhou notoriedade em 2022 ao conduzir uma investigação contra a influenciadora Deolane Bezerra, suspeita de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira. As investigações geraram uma série de confrontos públicos entre as duas, incluindo alegações de perseguição midiática.
Agora, a situação se complica ainda mais com a investigação em curso e o volume significativo de dinheiro encontrado na casa da delegada, que levanta questões sobre sua conduta profissional.



