Rosângela Severiano da Silva Fonseca, de 56 anos, foi encontrada morta em uma estrada deserta de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, após estar desaparecida desde a última sexta-feira, 16 de outubro. A informação foi divulgada pelo programa Balanço Geral, apresentado por Tino Júnior, nesta sexta-feira, 23. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia, e familiares foram chamados para identificação através de tatuagens.
O desaparecimento de Rosângela gerou preocupações e questionamentos por parte de seus familiares, especialmente após descobrirem que a casa e o carro da pensionista haviam sido vendidos enquanto ela estava sumida. Um homem, identificado como João Vitor Alves da Silva, afirmou ter comprado os bens da mulher, revelando que o imóvel foi negociado por R$ 150 mil e o veículo por R$ 13 mil. Ele alegou ter recorrido a um empréstimo com um agiota para financiar a compra.
Rosângela morava em Irajá, na Zona Norte do Rio. Seus familiares notaram uma mudança no padrão de comunicação da pensionista dias antes do desaparecimento, quando ela começou a responder apenas por mensagens de texto e sem os áudios habituais. O irmão de Rosângela, Rodney, relatou que uma mensagem enviada por ela soou estranha, levantando suspeitas sobre seu bem-estar. A situação se agravou quando a família encontrou pertences pessoais da mulher em sacos de lixo do lado de fora de sua casa, assim como a ausência de seu celular, moto e carro.
Durante uma reportagem ao vivo, João Vitor afirmou ter feito a negociação diretamente com Rosângela, alegando um acordo verbal. Contudo, essa versão está sendo questionada dentro da investigação. Os celulares de João Vitor e de outros envolvidos foram apreendidos e estão sendo analisados pelas autoridades.
Com a localização do corpo, a investigação do caso avança para uma nova fase, onde a perícia será fundamental para esclarecer as causas e circunstâncias da morte de Rosângela. A polícia continua a investigar possíveis relações entre os eventos que ocorreram antes de seu desaparecimento e ainda não há confirmação pública de quem poderia estar envolvido no caso.



