Stacey Humphreys, um homem de 53 anos condenado à morte na Geórgia, chamou a atenção da mídia norte-americana ao divulgar sua lista de pratos preferidos para a última refeição, programada para a próxima quarta-feira, 16 de agosto. Ele está no corredor da morte devido ao assassinato de Cyndi Williams e Lori Brown, ocorrido em 2003.
Humphreys deverá receber uma injeção letal às 19h na penitenciária estadual próxima a Jackson. Para sua última refeição, ele optou por uma variedade de pratos, incluindo peito bovino defumado (brisket), costelas de porco, um cheeseburger duplo com bacon, batatas fritas, asas de frango ao molho buffalo, uma pizza de massa grossa de carnes e dois refrigerantes sem cafeína. Como sobremesa, escolheu sorvete de noz-pecã com manteiga e sorvete de pêssego.
O crime que levou à sua condenação ocorreu em 2003, quando as vítimas foram baleadas no escritório imobiliário onde trabalhavam. No entanto, o advogado de Humphreys apresentou um pedido para um novo julgamento, alegando má conduta de uma jurada. Segundo a petição, uma jurada escondeu sua experiência como vítima de agressão sexual durante a seleção do júri, o que, segundo o advogado, comprometeu a imparcialidade do julgamento.
Durante as deliberações da sentença, o júri não conseguiu chegar a um consenso, e houve momentos em que 11 jurados votaram contra a pena de morte. O advogado alega que a jurada intimida os demais e, em uma tentativa de influenciar o resultado, teria afirmado que, se não houvesse um acordo unânime, Humphreys seria libertado, o que não era verdade, segundo a legislação da Geórgia.
A petição pede um novo julgamento para que a sentença seja revista, argumentando que, se não fosse pela conduta inadequada da jurada, Humphreys estaria atualmente cumprindo uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O caso de Humphreys destaca questões complexas sobre o sistema judicial e a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos.


