Um jantar de casamento em Nova York, que deveria ser uma ocasião especial, se transformou em um pesadelo para os noivos Michael Ahern e sua esposa. Eles e mais de 30 convidados adoeceram com sintomas de vômito e diarreia após a celebração realizada no Brooklyn, no final de 2024. O caso veio à tona recentemente através de uma reportagem do jornal The Independent.
O evento, que custou cerca de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 155 mil), teve 112 convidados, e a festa terminou com várias pessoas acamadas. Como resultado, o casal decidiu processar o restaurante Brooklyn Lantern, localizado no The Box House Hotel, e o julgamento está agendado para as próximas semanas.
Uma investigação do Departamento de Saúde de Nova York revelou que as pessoas que adoeceram haviam consumido três pratos específicos: presunto cru, croquete de macarrão com queijo e uma sobremesa chamada “crumble sazonal”. Os noivos acreditam que a contaminação foi causada por um funcionário da cozinha infectado pelo norovírus. Contudo, o relatório não conseguiu determinar qual alimento especificamente foi responsável pela transmissão.
A investigação identificou um trabalhador que testou positivo para o vírus, mas ele não havia preparado os pratos consumidos pelos convidados doentes. Além disso, a análise apontou “deficiências nas práticas de segurança alimentar e higiene” do restaurante. Entre os problemas encontrados estava a ausência de sabonete para lavagem das mãos na cozinha, uma falha que pode ter contribuído para o surto. O controle de temperatura dos alimentos também foi questionado, uma vez que a cozinha não possuía um termômetro adequado.
Apesar das incongruências, em setembro de 2025, o Departamento de Saúde divulgou uma conclusão que reforçou a possibilidade de que o surto foi causado pelo consumo de alimentos contaminados por um funcionário infectado.
Após a situação, um porta-voz do The Box House Hotel expressou pesar pelo adoecimento dos convidados e informou que a equipe passou por novos treinamentos sobre procedimentos de limpeza e segurança alimentar. O representante destacou que, na época do incidente, o norovírus estava em circulação em Nova York e que medidas de desinfecção foram tomadas conforme solicitado pelo Departamento de Saúde.



